Ibope radiografa imagem da publicidade no Brasil

20 04 2010

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O brasileiro é um apaixonado por propaganda, mas nem por isso se deixa enganar. Essa é a essência de uma pesquisa encomendada ao Ibope pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), que a apresentou na sexta-feira 9.

Foram ouvidos mais de dois mil consumidores entre 16 e 55 anos em nove capitais. Mais de dois terços reconhecem a importância da propaganda em suas vidas (62%). O dado mais animador é o apreço manifestado pela atividade: 43% declaram gostar da publicidade. A propaganda política, porém, tem desempenho oposto: 57% não gostam nada dela.

O espírito crítico dos consumidores ficou mais evidente naqueles de classe A (apesar de 61% serem favoráveis) e, no critério geográfico, no Rio de Janeiro e em Fortaleza. Os efeitos da propaganda foram avaliados como informativo (66%), persuasivo (25%) e econômico (10%). O grupo majoritário entende a propaganda como fonte de informação, enquanto o segundo se divide bem entre os que consideram a propaganda como persuasiva e que traz mais opções de escolha aos consumidores.

O grupo menor entende que a propaganda permite melhor conteúdo nos veículos de comunicação (40%) e preços acessíveis aos mesmos (49%), além de contribuir para uma concorrência saudável entre as marcas (71%).

A pesquisa também dividiu os consumidores em cinco categorias, de acordo com a relação que nutrem com a propaganda. A predominância foi dos apaixonados (30%), seguidos dos reguladores e os racionais (19% cada); os apaixonados desconfiados (18%) e, por fim, dos rejeitadores (14%).

O primeiro grupo tem uma relação de confiança total com a propaganda, valorizando a função persuasiva da propaganda. Os reguladores reconhecem a importância, mas não se sentem seduzidos e são favoráveis ao controle e regulamentação da atividade. Os racionais valorizam mais a função informativa, mas veem as restrições com atitude autoritária. Os desconfiados são semelhantes ao primeiro grupo, mas são mais ressabiados; enquanto os rejeitadores não gostam, entendem como indução ao consumo desnecessário e são favoráveis a rígida regulamentação.

Os temas mais polêmicos do setor também foram submetidos aos entrevistados, dos quais apenas 38% declaram saber que existem órgãos reguladores. Apenas 9% citaram o Procon na pesquisa estimulada, número que cai para 7% na espontânea.

O Conar, por sua vez, foi citado por apenas 3% nas duas amostras, apesar de 14% declararem “já ter ouvido falar” e 69% considerarem sua atuação como “muito boa”, além dos 19% que a consideram “boa”.

A maioria não considera que a propaganda voltada ao público infantil deva sofrer grandes restrições, com aprovação de 49%. Esse número sobe para 55% entre aqueles com filhos até 12 anos, mas cai para 46% entre aqueles sem filhos com menos de 12.

A atitude é bem menos liberal quando o assunto é propaganda para cigarros, bebidas destiladas, cervejas ou vinhos, com defesa da proibição de 64%, 34%, 29% e 27% respectivamente. “As pessoas não são indefesas. Entendem o papel da propaganda, a valorizam, mas também reagem quando acham necessário”, afirma Nelsom Marangoni, CEO do Ibope Inteligência.

Fonte: Meio & Mensagem





Tudo sobre o curso de “Publicidade e Propaganda”

24 03 2010

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Publicidade e Propaganda

O consumo de produtos e serviços se deve, em grande parte, à estratégia de divulgação adotada pelas empresas e instituições para despertar o interesse das pessoas. Para isso, o profissional de publicidade e propaganda usa técnicas para criar e manter a boa imagem de produtos, serviços, empresas e pessoas. Ele trabalha com texto, sons e imagens. Tem de pesquisar muito sobre público-alvo, mídia adequada e formas de abordagem, estratégias de venda e de contato com o cliente. “Por ser uma das variáveis que movimenta a economia, a publicidade tem um importante papel”, afirma Paulo Gregoraci, presidente da agência W/Brasil, de São Paulo. “A rotina é dura. São muitas reuniões internas e com clientes e veículos de comunicação. Procuramos ter hora para chegar, mas nunca sabemos quando vamos sair do trabalho. O mercado é agitado e concorrido e o clima na agência reflete bastante isso. Quando o concorrente de um cliente lança uma campanha, por exemplo, precisamos bolar, com muita agilidade, uma estratégia de combate”, explica Gregoraci. O reconhecimento na área vem quando, além de ser comentada, uma campanha cumpre seu objetivo: estabelecer a marca ou elevar as vendas. O trabalho se divide em um tripé: atendimento (quem faz o meio de campo entre a agência e os interesses e as metas do cliente); criação (que bola as peças publicitárias); e mídia (que define o público-alvo, o meio de comunicação, o veículo, o dia e horário da divulgação – em caso de TV ou rádio – ou quais títulos de revista ou jornal em que as peças serão publicadas).

Teste profissional: Publicidade é a sua praia mesmo? Descubra

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O mercado de trabalho

O mercado de publicidade e propaganda está estável para o bacharel. A área de criação sofre retração, pois é bastante concorrida e está saturada de profissionais. A parte de marketing está em ascensão. “Quem trabalha com comunicação para o mercado e com os novos meios e ambientes de comunicação e bases tecnológicas pode atuar em vários tipos de agências de comunicação, nos departamentos de marketing e comunicação de empresas em geral, em jornais e revistas, além dos fornecedores de produtos e serviços, como consultorias, institutos de pesquisa, produtoras de som e imagem, gráficas, empresas de web e organizadoras de eventos”, diz Luiz Fernando Garcia, diretor nacional da graduação em Comunicação Social da ESPM. As maiores agências estão concentradas em São Paulo, mas grandes empresas vêm expandindo seus negócios para outras regiões brasileiras e, com isso, abrindo mercados para agências de publicidade, sobretudo no Nordeste e no Centro-Oeste. O interior paulista também é promissor, uma vez que a região tem grande participação na economia do país.

Já o mercado de trabalho para o tecnólogo está atrelado às áreas de atuação para as quais são produzidas a publicidade. O segmento gráfico, por exemplo, está em baixa por causa do preço do papel. Quanto ao cinema, depende da liberação de verbas para a produção nacional. “Como é uma área operacional, e não de criação, é preciso que os setores que contratam o serviço estejam em alta. Mas, no geral, está estável, pois há trabalho sempre para o produtor publicitário”, diz Sidinei Tadeu Almeida dos Santos Guarda coordenador do curso tecnológico da Faculdade Drummond, em São Paulo (SP). Segundo ele, o tecnólogo encontra trabalho em rádios, canais de TV a cabo, ONGs, agências de publicidade e de eventos. São Paulo oferece as melhores oportunidades. “O Rio de Janeiro também é aquecido, pois conta com a Rede Globo e seus associados, que sempre apresentam demanda de trabalho”, finaliza Sidinei.

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O curso

Há muitos cursos de bacharelado em todo o país. A teoria e a prática estão intimamente ligadas. A graduação é focada em propaganda, ambiente promocional, moda, esporte, cultura, varejo e internet. Disciplinas como fotografia, redação publicitária e computação gráfica fornecem as técnicas de criação. O aluno também é treinado nas diversas linguagens da propaganda – política, comercial e institucional. Matérias das áreas de administração e economia complementam currículo. É importante, por exemplo, saber como montar uma planilha de custos. As escolas costumam exigir um trabalho de conclusão. Na maioria delas, o curso de Publicidade é uma habilitação do bacharelado em Comunicação Social.

Duração média: quatro anos.

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O curso tecnológico começa com disciplinas teóricas, nas quais o aluno vê fundamentos de comunicação, ética e língua portuguesa. A partir do segundo semestre entram as específicas, como criação publicitária, multimídia, planejamento de campanhas publicitárias e relações mercadológicas. É nessa etapa que o estudante aprende a trabalhar com as diversas mídias, como jornais, rádio e internet. A parte de produção é realizada em laboratórios especializados.

Duração média: dois anos.

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O que você pode fazer?

Atendimento – Servir de elo entre a agência de publicidade e o cliente para levantar os dados que orientarão a campanha de divulgação de um produto ou de uma empresa.
Criação – Desenvolver campanhas publicitárias com base na análise de pesquisas sobre o mercado consumidor e o produto.
Gerência de produto – Administrar as ações de publicidade e de promoção de vendas de um produto.
Marketing – Planejar e desenvolver o produto ou serviço, estabelecendo estratégias de preço, distribuição e venda, desde a campanha até a aproximação com o público consumidor.
Mídia – Escolher os veículos de comunicação mais adequados para difundir uma campanha. Negociar a compra de espaço para anúncios em outdoors, jornais, revistas, TVs, rádios e internet.
Pesquisa – dados sobre as necessidades, o perfil e os hábitos dos consumidores. Avaliar o impacto das campanhas publicitárias sobre o público.
Produção – Fazer jingles, comerciais e anúncios em rádios, TVs, jornais, revistas, outdoors e websites.
Promoção de vendas – Elaborar estratégias de vendas. Desenvolver campanhas promocionais de diversos tipos de produto em restaurantes, supermercados e em outros pontos-de-venda.
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O dia-a-dia de um profissional de Publicidade

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Estudante passa um dia como publicitária


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Fonte: Guia do Estudante




Atenção

22 03 2010

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por @aalexandree
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Como separar o joio do trigo? Ser objetivo sem cansar seu público-alvo? Como ser eficaz sem desperdiçar a verba do cliente? São algumas questões que permeiam o consciente e o subconsciente do “publicitariado” coletivo.

Todos sabem (ou deveriam saber) de cor e salteado que toda pessoa é bombardeada por milhares de mensagens publicitárias o dia todo na tv, no rádio, no trajeto de casa para o trabalho, no próprio trabalho, na internet, no jornal, na revista, no banheiro, enfim, vocês já entenderam; não bastasse a quantidade, ainda é preciso levar em conta a qualidade.

O consumidor não é bobo, sabe o que quer. Hoje é vacinado, adestrado e repudia a má exposição publicitária. É via de regra que o anúncio mal pensado não tenha uma segunda chance de impressionar e recuperar seu espaço na mente do consumidor. Não bastasse a qualidade ainda é preciso levar em conta a viabilidade.

Para que raios um flamenguista recebe um newsletter com ofertas exclusivas sobre o maior arqui-rival, o vasco? Não sendo o bastante, fosse uma linha de casacos de lã do clube, sendo enviadas no pico do verão e para “potenciais” consumidores da Região Nordeste. O que parece absurdo aos olhos de quem vê acontece com frequência deixando transparecer o amadorismo e/ou despreparo do setor de marketing de várias companhias.

É necessário que o consumidor seja analisado, vivenciado e pormenorizado. Um publicitário vegetariano não saberá o que fazer com um job do Açougue Sangue de Boi. O publicitário ou profissional de marketing deve conhecer plenamente o público que tem em mãos, saber o que oferecer, em qual hora oferecer, como oferecer, com que preço, onde oferecer ou simplemente não oferecer.

A Editora Abril liga quinzenalmente em horários alternados (almoço e jantar) me oferecendo descontos e pacotes exclusivos de assinaturas de suas publicidações que eu não quero e não me interessam no momento. Me ligam por ter sido um assinante da Revista Info no ano de 2004. Já expliquei o motivo do cancelamento trocentas vezes e tento não xingar a atendente que já deveria ter me classificado no robusto banco de dados da empresa como desinteresse total do usuário. Evitariam o meu descontentamento, o meu testemunho aqui e economizariam seu tempo e dinheiro preciosos com ligações desnecessárias em horários sagrados.

São questões básicas e essenciais que passam batidos. Mínimos detalhes que são esquecidos e milhares de clientes insatisfeitos em apenas alguns minutos. Como o próprio título sugere: Atenção.

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