Vida de freela

22 06 2009

Conheça os prós e contras da vida sem patrão

freela

Trabalhar em casa, fazer os próprios horários, se livrar do chefe… Parece uma maravilha! Mas, se, por um lado, a vida de um free lancer – profissional que não tem vínculo fixo com nenhuma empresa – tem suas vantagens, por outro, requer muita disciplina e atitude zen para lidar com instabilidades, como a de ganhar muito em um mês e, no outro, nada. Se você está pensando em encarar essa vida, conheça algumas dicas de quem é do ramo. Elas podem ajudá-la a encarar esse estilo de trabalho com o pé no chão.

Perfil de freela

O mais básico dos ensinamentos é saber se sua personalidade combina com esse formato. Isso fará toda a diferença entre o sucesso ou o fundo do poço. Você é organizada? É capaz de conciliar tarefas de longo prazo com outras menores sem se enrolar? Conseguirá fugir das tentações que a liberdade oferece – um cinema à tarde, uma soneca? Sentirá pânico se não pintar serviço em um mês?

Se tem certeza de que ser free é para você, antes de partir para a carreira-solo, junte dinheiro para se bancar por, no mínimo, três meses. “O começo é difícil, dá trabalho procurar clientes. Com dinheiro garantido esse processo fica mais tranqüilo”, diz Gláucia Santos, consultora de recursos humanos da Catho Online. Outro ponto importante é pensar estrategicamente. Um fotógrafo, por exemplo, ganhará mais se especializar-se em um tipo de imagem. “É preciso ter uma marca, ser referência no que faz. E saber exatamente o que oferecer e para quem”, diz o publicitário Mauro Amaral, 35 anos, free lancer há dez e editor de um site sobre o assunto (www.carreirasolo.org).

O free lancer precisa ter em mente que ele é a empresa, o produto. Isso implica fazer uma boa propaganda de si próprio – um site caprichado, um portifólio de babar. Cumprir religiosamente os prazos e realizar tarefas de forma impecável também é fundamental. “Funciona muito no boca a boca. Se falarem mal de você, já era”, diz Amaral. “Vale também ligar de vez em quando para seus contatos, dar as caras.”

Não leve calote

Na carreira-solo há um ano e meio, a designer Estela Padilha, 29 anos, diz que o maior dilema na vida dos autônomos não é saber quanto cobrar, mas receber no prazo estabelecido. “Já tomei até calote”, conta. Ela aconselha pedir de 30 a 50% do valor combinado antes do início do projeto. E, sempre que possível, assinar um contrato estabelecendo preço, dia de pagamento e os parâmetros do serviço. “Já me arrependi muito por não ter documentado um acordo. Uma vez combinei com uma pessoa de criar cinco cartões. Depois ela mudou de idéia e queria que eu fizesse outros cinco ganhando o mesmo valor. No fim, acabei não recebendo nada”, relata Estela. Consultora da empresa de recursos humanos DBM do Brasil, Fátima Rossetto dá outra dica: emitir um boleto bancário com o valor a ser pago. “Caso o contratante não respeite a data de vencimento, ele terá de pagar juros.”

Dicas para freelas

Para saber quanto precisará ganhar por mês, em média, para cobrir seus gastos, some todos eles, inclusive os do seu homeoffice! Sobrou grana em um mês? Guarde para o mês seguinte. Se quiser garantir férias remuneradas e a sua aposentadoria, reserve parte do que ganha para isso.

Empresas grandes exigirão de você recibo de autônomo ou pessoa jurídica. Para administrar os números de sua firma caseira, será preciso contratar um contador.

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Fonte: Gloss – Regina Terraz

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