Coluna | Censura 1

8 10 2008

_ por Alexandre Fernandes*

.

Talvez eu seja bem extremista nas opiniões.

Eu sempre achei, desde pequeno, que as pessoas fazem o que querem, sempre achei que os pais devem, por obrigação, saber dizer um sonoro NÃO para os filhos (é responsabilidade deles fazer isso), sempre achei que alguém mata outro porque quer, fuma porque quer, se droga porque quer, se mata porque quer, etc. Ninguém manda em ninguém.

O aumento da restrição da propaganda em diversos setores do comércio e indústria só tenta mascarar aos cegos, céticos e incrédulos os hábitos da sociedade. Não é uma frase “Este produto é destinado à adultos” que vai fazer os jovens não beberem. É preciso bem mais que isso para mudar esses hábitos que já fazem parte do cotidiano de muitos. Muitos já bebem, fumam e se alimentam como querem e não vêem prejuízos palpáveis ainda.

Propaganda de carrinhos em colisão não incitam os pirralhos a desrespeitarem o trânsito quando adultos. É um conjunto de fatores que aconteceram durante a vida até a sua fase adulta que determina sua personalidade. Se não assim, os jogos de vídeo-game tornariam eu e vários amigos em loucos atiradores, matadores de velhinhas nas calçadas, brigões, etc.

As pessoas são, sim, capazes de distinguir a realidade da ficção, a fantasia do oportunismo, o humor da maldade e as maliciosas ofertas. Os produtos não deixarão de ser comprados e consumidos existam ou não as propagandas, serão ofertados e adquiridos pelas pessoas assim que sentirem necessidade. Não é somente a mídia televisiva que as atingem. As pessoas (pirralhinhos, jovens, adultos e velhinhos) são atingidas por diversos estímulos de compra durante um simples passeio no shopping, por exemplo.

A solução seria:

  1. Forçar o não-consumismo dos produtos?
  2. Evitar querer, precisar, desejar, existir?
  3. Estimular a educação e o consumo responsável?

As pessoas ouvem, vêem, sentem, degustam e aceitam o que querem, isso é normal e faz parte do ser humano, do seu livre arbítrio, ninguém muda isso. Espero que o Governo Federal, Associações, Órgãos de defesa do consumidor, Congresso Nacional se preocupem com a educação das pessoas e não pensem que censurando o departamento de criação das agências e veículos de comunicação salvará os consumidores dos apelos “propagandísticos”.

.

* Alexandre Fernandes cursa Publicidade na ESAMC, Administração na UFAL e é idealizador do blog Ciclo Publicidade.

.

p.s.: MANDEM ARTIGOS, COLUNAS E/OU TEXTOS PARA DIVERSIFICAÇÃO DOS ASSUNTOS ABORDADOS.

Anúncios

Ações

Informação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: